Contratou SST barato? O passivo vem depois.
PGR copiado, ASO sem critério, eSocial esquecido. O que fica de fora quando a SST é escolhida só pelo preço, e as perguntas para fazer antes de contratar.
Todo mês recebemos empresas que trocaram de fornecedor de SST para economizar. E, quase sempre, a conversa começa do mesmo jeito: “chegou uma notificação”, “um ex-funcionário entrou na Justiça”, “o INSS pediu documentos”.
Não é que o serviço mais barato seja sempre ruim. O problema é o que o preço baixo costuma deixar de fora, e que só aparece quando alguém de fora olha os documentos.
O que costuma faltar
PGR de gaveta
O documento existe, mas foi feito sem visita técnica, ou com os dados de outra empresa. Os setores não batem, as funções não existem mais, os riscos são genéricos. Na primeira fiscalização ou perícia, o documento depõe contra você.
Exame sem critério
O ASO é feito, mas sem um PCMSO que diga quais exames cada função precisa. Resultado: trabalhador exposto a ruído sem audiometria, exposto a produto químico sem exame específico. Se ele adoece, a empresa não tem como provar que acompanhou.
LTCAT esquecido
Sem laudo técnico das condições ambientais, a empresa não tem como sustentar o que informa no eSocial sobre insalubridade e aposentadoria especial. É um dos pedidos mais comuns em ação trabalhista.
eSocial “por conta do cliente”
Muitos contratos baratos entregam o exame e deixam a transmissão dos eventos de SST com a empresa. Ninguém transmite, ou transmite atrasado, e o passivo cresce em silêncio.
Ninguém para responder
Quando chega a fiscalização, a perícia ou o processo, a empresa descobre que não tem um técnico de referência que conheça a sua realidade e possa defender o que foi feito.
Quanto custa o “barato”
O custo de um serviço de SST bem feito é previsível. O custo de não ter é aberto:
- Autuações da fiscalização do trabalho, por item descumprido e por trabalhador.
- Condenações trabalhistas por insalubridade, doença ocupacional ou acidente, sem documentos para a defesa.
- Ação regressiva do INSS: quando há negligência com as normas de segurança, a Previdência pode cobrar da empresa o que pagou em benefício ao trabalhador (art. 120 da Lei 8.213/91).
- FAP mais alto: mais afastamentos acidentários aumentam o fator que multiplica a contribuição sobre a folha.
A conta raramente fecha a favor de quem economizou.
7 perguntas para fazer antes de contratar
- Vocês fazem visita técnica presencial para elaborar o PGR?
- Quem assina os documentos, e esse profissional atende a minha empresa se houver fiscalização ou perícia?
- O PCMSO é feito a partir do inventário de riscos do PGR?
- O contrato inclui LTCAT (quando necessário)?
- Quem transmite os eventos de SST no eSocial, e quem responde pelo prazo?
- Como vocês tratam os riscos psicossociais exigidos pela NR-1?
- Com que frequência os documentos são revisados, e o que dispara uma revisão fora do prazo?
Se as respostas forem vagas, o preço baixo provavelmente está saindo de algum desses itens.
Como a DBS trabalha
Há 30 anos fazemos SST com estrutura própria: medicina, engenharia, clínicas e equipe de eSocial sob o mesmo teto. Isso significa que o PGR, o PCMSO, o LTCAT e os eventos do eSocial são feitos por gente que conversa entre si, e que responde pelo que assina.
Se você quer saber em que pé está a SST da sua empresa hoje, fazemos um diagnóstico gratuito, sem compromisso.